O Coro Geral da Escola Superior de Artes Aplicadas do IPCB realiza no dia 27 de maio, a partir das 16:00 horas, na Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, a apresentação da sua Residência Artística, com Direcção do Maestro Miguel Fernandes.

Barbershop é um género musical a capella, caracterizado por um acorde consonante a 4 vozes numa estrutura predominantemente homofónica. Cada uma das 4 vozes tem o seu papel bem definido: o lead canta a melodia, o tenor harmoniza acima da melodia principal, o bass canta as notas mais graves da harmonia, e o baritone completa o acorde (com as notas que mais ninguém quer cantar, como costumam dizer por graça). Esta nomenclatura não corresponde exatamente aos nomes usados na música mais clássica. O Barbershop é cantado por grupos masculinos ou femininos – nos anos mais recentes também por grupos mistos -, mas todos partilham os elementos típicos do género musical bem como os nomes de cada parte vocal.
 
O Barbershop, enquanto forma musical, terá sido inicialmente criado e desenvolvido por Afro-Americanos nos meados do séc. XIX. Os salmos, hinos e canções populares trazidas para os Estados Unidos harmonizavam-se em 4 partes, com a melodia presente na segunda voz. Contudo, à medida que o fonógrafo de Thomas Edison crescia em popularidade, a gravação de disco começou a gerar mais lucros: o espaço exíguo de um estúdio de gravação era perfeito para os quartetos de barbershop, o que fez com que o género fosse divulgado rapidamente nos finais do séc. XIX.
 
O género manteve-se muito popular até aos anos de 1930 quando, com o advento da rádio, os concertos ao vivo começaram a desaparecer. Preocupados que o estilo desaparecesse, os amantes do barbershop procuraram formas de promoção e preservação do género. Rapidamente foi criada a "Society for the Preservation and Encouragement of Barber Shop Quartet Singing in America" (SPEBSQSA); mais recentemente, o seu nome mudou para "Barbershop Harmony Society". Existem organizações afiliadas, e com os mesmos propósitos, no Reino Unido, Países Baixos, Alemanha, Irlanda, África do Sul, Escandinávia, Nova Zelândia, Austrália e Japão, entre outros paises.
 
A característica que define o género é o “ringing chord”. Este ocorre quando as 4 vozes estão afinadas de forma a criar uma quinta nota (por simpatia), uma terceira harmónica, que é uma nota diferente e mais aguda daquelas que são cantadas. “Ringing chord” é o nome específico dado a esse efeito acústico, também chamado de “overtone”. Contudo, o overtone do barbershop não corresponde ao sobretom da física… O sobretom do barbershop é criado pelas interações dos sobretons da nota de cada cantor e pelas frequências somadas ou diminuídas, criadas pelas interações não lineares no interior dos ouvidos. Efeitos semelhantes podem ser percebidos noutras géneros polifónicos a capella, como por exemplo em algumas músicas tradicionais.

A participação é gratuita e aberta a toda a comunidade.

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