Corria o ano de 1948. O Dr. José Lopes Dias, médico e eminente sanitarista, profundamente preocupado com as graves carências de recursos de saúde locais e regionais mas acima de tudo, fortemente empenhado na resolução dessas dificuldades, fundou a Escola de Enfermagem de Castelo Branco, com a finalidade de superar as carências em enfermeiros nesta região do interior do país.

A Escola de Enfermagem de Castelo Branco teve os seus primeiros estatutos aprovados em 20 de Maio de 1948, pelo então Subsecretário de Estado da Assistência Social, nos termos dos quais se destinava a “...habilitar indivíduos para o exercício das profissões de enfermeiros, de auxiliares de enfermagem e de auxiliares sociais” gozando para isso, de autonomia técnica e administra­tiva. Foi com base naquele documento que a Escola iniciou os cursos de Auxiliares Sociais, de Auxiliares de Enfermagem e de Enfermagem.

Sem instalações próprias, a Escola de Enfermagem de Castelo Branco iniciou a sua actividade lectiva no edifício onde actualmente funciona o Jardim-escola João de Deus.

Os primeiros cursos leccionados na Escola foram de “Auxiliares Sociais” apenas durante três anos, entre 1948 e 1951; de “Auxiliares de Enfer­magem” a partir de 1949 e de “Enfermagem” a partir de 1950.


Em 20 de Junho de 1963 foram inauguradas as suas actuais instalações, que lhe permitiram melhorar o seu desempenho como instituição particular. Apesar da manifesta falta de espaço e de condi­ções técnicas para um ensino de qualidade, ainda hoje funciona nas mesmas instalações que são propriedade de uma instituição particular de solidariedade social.

Em 1973 iniciou-se um novo período na vida da Escola com a sua passagem a instituição oficial (Decreto-Lei nº 393/73 de 4 de Agosto). Alterou-se a sua denominação, de Escola de Enfer­magem de Castelo Branco para Escola de Enfer­magem do Dr. Lopes Dias, prestando-se assim justa homenagem ao seu fundador.

A partir dessa data, a Escola foi gerida por uma Comissão Insta­ladora, cujo esforço conduziu à melhoria das condições de trabalho de funcionários e docentes, bem como da qualidade dos técnicos de saúde que aí se formavam. Tal situação conduziu a um aumento progressivo do número de funcio­nários e de alunos, traduzido naturalmente no número de profissionais de enfermagem que anualmente eram formados e lançados no mercado de trabalho.

Em 1988 o ensino de enfermagem sofreu alterações, tendo sido integrado no sistema edu­cativo nacional, ao nível do ensino superior politécnico. Em 1989 foi integrada na rede de Escolas Superiores de Enfermagem (Portaria nº 821/89 de 15 de Setembro) e passou a denomi­nar-se Escola Superior de Enfermagem do Dr. Lopes Dias.

Em 18 de Abril de 1990 co­meçou a leccionar o seu primeiro Curso de Bacharelato em Enferma­gem, (Portaria nº 296/90 de 17 de Abril). Num esforço significativo para fazer face às graves carências de enfermeiros duplicou o número de alunos, o que veio a tornar ainda mais exíguas instalações que já eram precárias. Fizeram-se algumas alterações arquitectónicas no edifício escolar numa tentativa de aproveitamen­to de espaço, mas este continuou a ser insuficiente para as necessidades e objectivos a que a escola se propunha.

Em 1994 foram criados os Cursos de Estudos Superiores Especializados em Enfermagem (Portaria nº 239/94 de 16 de Abril) que substituindo os extintos Cursos de Especialização, pas­saram a assegurar formação especializada e a conferir o grau de licenciado em Enfermagem. Sem instalações adicionais e com o mesmo corpo docente, a Escola fez mais um esforço para poder oferecer aos enfermeiros da região a oportunidade de se valorizarem profissionalmente, obtendo formação especializada.

No ano lectivo de 1996/97 iniciaram-se o Curso de Estudos Superiores Especializados em Enfermagem na Comunidade (Portaria nº 1140/95 de 15 de Setembro), e em 1997/98 o Curso de Estudos Superiores Espe­cializados em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (Portaria nº 397/96 de 21 de Agosto) e o Curso de Estudos Superiores Especializados em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica (Portaria nº 491/96 de 13 de Setembro).

O ano de 1999 marca o início de uma nova etapa no ensino de Enfermagem com a modificação do perfil académico de formação de enfermeiros (Decreto-Lei nº 353/99 de 3 de Setem­bro e Portarias nº 799-D/99, nº 799-E/99, nº 799-F/99 e nº 799-G/99 de 18 de Setembro).

O grau de bacharel, atribuído no final de um plano de estudos com a duração de três anos é extinto e substituído pelo grau de licenciado, obtido após a frequência de um plano de estudos com a duração de quatro anos. No ano lectivo de 1999/00 iniciou-se nesta Escola a leccionação do primeiro curso de Licenciatura em Enfermagem (Portaria nº 434/2000 de 17 de Julho alterada pela Portaria nº 830/00 de 22 de Setembro).

Com a criação da licenciatura em Enfermagem e ante a necessidade de dar aos alunos que à data frequentavam o 1º, 2º e 3º anos do curso de Bacharelato em Enfermagem uma oportu­nidade de obterem o grau de licenciado, foi criado o Ano Comple­mentar de Formação em Enfermagem (Portaria nº 799-F/99 de 18 de Setembro) que vigorou por um período de três anos lectivos, de Setembro de 1999 até Julho de 2002 (Portaria nº 434/00 de 17 de Julho, posteriormente alterada pela Portaria nº 830/2000 de 22 de Setembro, novamente alterada pelo Despacho nº 6083/2005 de 21 de Março).

Para os enfermeiros detentores do grau de bacharel ou equivalente legal, foi criado o Curso de Complemento de Formação em Enfermagem (Portaria nº 799-E/99 de 18 de Setembro) com a duração de um ano lectivo e com o objectivo de re-qualificar os bacharéis em Enfermagem con­ferindo-lhes o grau de licenciado. Em Janeiro de 2000 iniciou-se o primeiro Curso de Complemento de Formação em Enfermagem (Portaria nº 113/00 de 26 de Fevereiro).

O crescimento da população estudantil, decorrente do aumento da duração do curso de Enfer­magem levou a que pela primeira vez, os espaços disponíveis na Escola fossem insuficientes. Esta dificuldade foi ultrapassada com a utilização de uma sala de aulas em instalações da Escola Superior Agrária temporariamente cedidas à Escola Superior de Artes Aplicadas, mas que ainda não estavam a ser usadas.

Em 2001 a Escola foi integrada no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) sob tutela exclusiva do Ministério da Educação (Decreto-Lei nº 99/01 de 28 de Março) e convertida em escola superior de saúde com a denominação de Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (Portaria nº 693/01 de 10 de Julho). Ainda no mesmo ano (Portaria nº 692/01 de 10 de Julho) foi autorizada a leccio­nar dois novos cursos: as licenciaturas em Análises Clínicas e de Saúde Pública (Portaria nº 35/02 de 9 de Janeiro, alterada posteriormente pelo Despacho nº 6084/2005 de 21 de Março) e em Fisioterapia (Portaria nº 69/02 de 18 de Janeiro, alterada posteriormente pelo Despacho nº 6081/2005 de 21 de Março) iniciados no ano lectivo de 2001/02.

Com a finalidade de acolher os novos cursos e de superar a insuficiência de espaço que já se vinha fazendo sentir no edifício situado no Largo Dr. José Lopes Dias, onde a Escola funciona desde 1963, o Instituto Politécnico de Castelo Branco alugou as instalações de um antigo palacete na Rua de S. Sebastião. Neste edifício esteve alojada durante alguns anos uma instituição de ensino superior privada, que para o efeito havia efectuado obras de melhoramento e adaptação às actividades lectivas, nomeadamente a conversão das suas divisões em salas de aula e gabinetes para docentes, bem como a construção de novas salas, de um auditório e de um laboratório, em instalações anexas ao antigo palacete.


Em 2002 e na sequência das novas regras a que fica subordinado o ensino de enfermagem (Decreto-Lei nº 353/99 de 3 de Setem­bro) foi publicado o Regulamento Geral dos Cursos de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem (Portaria nº 268/02 de 13 de Março). Atenta às necessidades de saúde locais e regionais, a Escola propôs a leccionação de um curso de Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia (Portaria nº 864/2004 de 19 de Julho) cuja leccionação se iniciou em Outubro de 2004.

Em 2004, e de acordo com o previsto no plano de desenvolvimento da Escola, foram propostos e aprovados os cursos de licenciatura em Radiologia (Portaria nº 841/2004 de 16 de Julho, alterada pelo Despacho nº 6082/2005 de 21 de Março) e de licenciatura em Cardiopneumologia (Portaria nº 841/2004 de 16 de Julho, alterada pelo Despacho nº 6216/2005 de 22 de Março), ambos iniciados no ano lectivo de 2004/05.

Ainda no ano de 2004, sob proposta conjunta da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias e da Escola Superior de Gestão, foi aprovado o Curso de Pós-Graduação em Gestão em Saúde, publicado em DR nº 166 – 2ª série (Despacho nº 14.109/2004 de 16 de Julho) tendo sido leccionado durante o ano lectivo de 2004/05.

Em 2005 foi proposta e autorizada a leccionação de um curso de pós-graduação em Cuidados Paliativos publicado em DR nº 169 – 2ª série (Despacho nº 19.176/2005 de 2 de Setembro) a iniciar e concluir durante o ano lectivo de 2005/06.

Durante o ano de 2005 iniciou-se a construção das novas instalações da Escola com vista a superar todas as dificuldades resultantes actual da falta de espaço. Situadas no Campus da Talagueira que abrange também a actual Escola Superior de Tecnologia, as novas instalações da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias partilharão com a Escola Superior de Artes Aplicadas o mesmo projecto arquitectónico, da autoria do arquitecto Filipe Oliveira Dias.

Em 22 de Setembro de 2008 iniciaram-se as aulas de todos os cursos nas novas instalações do Bloco Pedagógico da Escola Superior de Saúde – Campus da Talagueira que viriam a ser inauguradas em 18 de Maio de 2008 por S. Exa. o Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor José Mariano Gago.


Durante o ano lectivo de 2008/09 iniciou-se a leccionação do curso de licenciatura em Enfermagem com o Plano de Estudos adequado ao processo de Bolonha (Despacho n.º 8459/2008 – DR 2ª Série – Nº57 de 20 de Março) o mesmo acontecendo no ano lectivo de 2009/10, aos cursos de Análises Clínicas e de Saúde Pública (Despacho n.º 27409/2008 – DR 2ª Série – Nº208 de 27 de Outubro), Cardiopneumologia (Despacho n.º 27629/2008 – DR 2ª Série – Nº209 de 28 de Outubro), Fisioterapia (Despacho n.º 27408/2008 – DR 2ª Série – Nº208 de 27 de Outubro) e Radiologia (Despacho n.º 27407/2008 – DR 2ª Série – Nº208 de 27 de Outubro).